
Portal da Mulher
Compreensão, esclarecimento, informação e orientação.



É VIOLÊNCIA?
Um protótipo de tecnologia social que utiliza inteligência artificial para ajudar a organizar e compreender relatos de situações que podem envolver violência contra a mulher, oferecendo informação e orientação dentro de limites claramente definidos.
A tecnologia não diagnostica, não decide e não substitui profissionais ou serviços públicos.
Situações de violência podem envolver comportamentos, relações e circunstâncias que nem sempre são reconhecidos ou compreendidos imediatamente por quem os vivencia. O projeto parte da necessidade de transformar informações complexas em uma estrutura que favoreça compreensão, esclarecimento e autonomia.


Concebido para demonstrar como inteligência artificial e uma estrutura de análise orientada podem auxiliar na compreensão de situações relacionadas à violência contra a mulher.
Organização do relato
Identificação estruturada de comportamentos
Compreensão
Esclarecimento
Informação normativa
Orientação
Possibilidades de auxílio
A arquitetura permite que a usuária apresente seu relato e acompanhe uma organização estruturada das informações. A interpretação apresentada pode ser confirmada, questionada ou complementada pela própria usuária.

A usuária conta o que aconteceu com suas próprias palavras.
O relato é organizado em acontecimentos e elementos relevantes.
Comportamentos e possíveis dinâmicas são apresentados de forma estruturada.
A usuária pode confirmar, questionar ou complementar a interpretação apresentada.
Informações ausentes ou pontos de dúvida podem ser esclarecidos.
São apresentadas informações sobre direitos e legislação aplicável, dentro dos limites informativos do protótipo.
São apresentadas possibilidades de orientação compatíveis com as informações disponíveis.
O sistema pode indicar possibilidades de busca de apoio, sem substituir os serviços responsáveis.
Uma apresentação conceitual da proposta e da arquitetura do protótipo.

O protótipo funcional está publicado separadamente desta página institucional. Aqui não há reprodução das telas, dos fluxos ou das funcionalidades do sistema.
Esta página tem finalidade de apresentação, documentação e demonstração da proposta.
Acessar o protótipoEspaço destinado à demonstração do fluxo proposto e da interação com o protótipo.
Espaço reservado para demonstração do funcionamento do protótipo.
60–90 segundos

A proposta utiliza inteligência artificial como instrumento de análise orientada. O objetivo não é substituir a avaliação humana, mas estruturar informações apresentadas pela própria usuária e transformá-las em uma sequência de compreensão, esclarecimento, informação e orientação.
Autonomia também é poder escolher.
O Portal da Mulher foi concebido para reduzir barreiras de acesso e preservar a autonomia da usuária sobre aquilo que deseja informar, consultar e continuar.
A proposta prioriza uma experiência em que a pessoa possa compreender as informações apresentadas antes de decidir quais caminhos deseja seguir.
Por ser uma solução digital, o É Violência? pode chegar a mulheres que disponham de um celular com acesso à internet, ampliando as possibilidades de acesso à informação, orientação e reconhecimento de situações de violência, independentemente de sua localização.
Características técnicas relacionadas a armazenamento, segurança, anonimização, tratamento e governança de dados deverão ser definidas e validadas de acordo com requisitos técnicos, jurídicos e institucionais antes de eventual implantação.

As camadas descrevem a arquitetura proposta: acesso, apoio profissional e inteligência sob governança. Nenhuma delas é apresentada como funcionalidade institucional já implantada.

Compreensão, esclarecimento, informação e orientação.

Apoio profissional e possibilidade de análise estruturada, condicionados à definição e validação dos fluxos institucionais apropriados.

Possibilidade futura de produção de inteligência agregada para pesquisa, prevenção e apoio à formulação de políticas públicas, condicionada à validação técnica, metodológica, institucional e aos requisitos de proteção e governança de dados.

Limites explícitos, revisabilidade pela usuária e ausência de decisão automatizada fazem parte do desenho da proposta.
A IA é um instrumento de apoio à compreensão.
O sistema não possui autoridade decisória.
O protótipo tem caráter informativo.
A avaliação profissional continua necessária quando aplicável.
Qualquer implantação institucional depende de validação prévia.
O protótipo não deve ser interpretado como evidência de eficácia institucional antes da realização das etapas de validação previstas.
Em uma etapa futura, e somente após definição dos requisitos técnicos, metodológicos, éticos, jurídicos e institucionais adequados, os dados produzidos pelo sistema poderão ser objeto de análises agregadas destinadas à pesquisa, prevenção e apoio à formulação de políticas públicas.
Essa possibilidade exige uma arquitetura de governança própria. Nada disso está implantado no protótipo atual.
Minimização de dados
Finalidade específica
Segregação entre dados operacionais e analíticos
Anonimização ou pseudonimização quando aplicável
Controle de acesso
Registros de auditoria
Responsabilidades definidas sobre produção e uso das análises
O protótipo representa a materialização inicial da proposta. A próxima etapa é verificar, com método e evidência, se a arquitetura concebida funciona de acordo com seus objetivos e limites.
Por envolver tecnologia aplicada a situações de violência contra a mulher, essa etapa não deve ser conduzida de forma isolada. A proposta requer apoio de órgãos públicos responsáveis, profissionais especializados, pesquisadores e instituições parceiras.
O projeto busca apoio institucional e financiamento para viabilizar a fase de testes e validação.
As etapas de testes, validação e escala são futuras e ainda não foram realizadas.
A validação deverá ser estruturada como uma etapa específica do projeto, com participação institucional e avaliação especializada.
O objetivo não é apenas verificar se o protótipo funciona tecnicamente, mas avaliar se ele funciona de acordo com os princípios, objetivos e limites para os quais foi concebido.
Funcionamento dos componentes e fluxos do protótipo.
Adequação do modelo de análise e do protocolo de avaliação.
Compreensão e navegabilidade do percurso proposto.
Clareza, adequação e inteligibilidade das informações.
Compatibilidade entre as informações apresentadas pela usuária e a organização produzida pelo sistema.
Possibilidade de confirmação, questionamento e correção pela usuária.
Verificação de que o sistema não produz diagnóstico, decisão jurídica ou substituição de profissionais e serviços.
Avaliação dos requisitos necessários para tratamento responsável das informações.

O projeto reconhece que uma proposta dessa natureza não deve avançar para aplicação institucional sem avaliação adequada. Por isso, a próxima fase depende da participação de instituições com competência técnica, metodológica e institucional para contribuir com a validação do modelo.
Não buscamos validar sozinhos uma tecnologia destinada a um problema social complexo. Buscamos construir essa validação com quem possui responsabilidade, conhecimento e estrutura para fazê-lo.
Participação de órgãos responsáveis pela proteção, atendimento e formulação de políticas relacionadas à violência contra a mulher.
Especialistas para avaliar funcionamento, arquitetura, segurança e limites do protótipo.
Pesquisadores e instituições acadêmicas para contribuir com desenho, aplicação e avaliação do protocolo de testes.
Condições institucionais adequadas para testar a proposta de forma responsável e acompanhada.
Recursos para pesquisa, desenvolvimento tecnológico, testes, avaliação e preparação da fase piloto.
Construção de uma aplicação piloto após as etapas necessárias de validação.
Não apresentamos uma solução concluída. Apresentamos uma proposta materializada em um protótipo e buscamos apoio para produzir evidências sobre sua viabilidade.
O objetivo da próxima fase é transformar uma hipótese tecnológica em uma proposta validada com método, responsabilidade e participação institucional.
Não estamos apresentando uma tecnologia como solução já comprovada. Estamos apresentando um protótipo suficientemente estruturado para demonstrar uma proposta e buscar os parceiros necessários para testá-la.
O protótipo foi construído para ser submetido a uma próxima etapa de validação.
Por se tratar de uma tecnologia destinada a um problema social complexo, os testes não devem ser conduzidos isoladamente pela autora ou pela equipe de desenvolvimento.
A proposta é construir uma etapa de validação com participação de instituições e profissionais responsáveis pelas áreas envolvidas, garantindo avaliação técnica, metodológica, ética e institucional antes de qualquer implantação.
Verificar se os fluxos e funcionalidades previstos correspondem à arquitetura proposta.
Avaliar clareza, compreensão, acessibilidade e experiência de utilização.
Avaliar se as respostas e informações são compreensíveis, responsáveis e adequadas ao contexto.
Verificar a coerência dos caminhos previstos para relato, compreensão, orientação e encaminhamento.
Analisar segurança, arquitetura, tratamento de dados e limites tecnológicos.
Avaliar a coerência do modelo com os objetivos de pesquisa e prevenção.
Construir a participação de órgãos e instituições competentes na avaliação da proposta.
Definir posteriormente indicadores e metodologia para avaliar resultados, após a validação inicial.

As etapas apresentadas representam um percurso futuro de desenvolvimento e dependem de validação, recursos, participação institucional e construção de parcerias.
Avaliar funcionamento e arquitetura.
Avaliar o modelo e o protocolo de avaliação.
Submeter a proposta à análise de profissionais e pesquisadores pertinentes.
Aplicar a proposta em ambiente institucional adequado, após as validações necessárias.
Investigar resultados e efeitos da aplicação.
Avaliar condições para expansão e replicabilidade.
Um percurso de investigação, modelagem e desenvolvimento tecnológico orientado à criação de uma proposta de apoio à compreensão de situações de violência contra a mulher.

A violência contra a mulher permanece como problema social complexo, atravessado por relações de poder, padrões culturais, desinformação e dificuldades de acesso à informação qualificada.
Uma tecnologia social orientada por inteligência artificial pode contribuir para organizar relatos, identificar padrões comportamentais, ampliar a compreensão de situações de violência e apresentar informações normativas e possibilidades de orientação, sem substituir profissionais ou serviços públicos.
Propõe-se uma arquitetura em camadas que articula acesso da mulher à informação, análise estruturada do relato e possibilidade futura de produção de inteligência agregada, condicionada à validação técnica, metodológica, ética e institucional.
O desenvolvimento resultou em um protótipo conceitual e funcional destinado a demonstrar como esse modelo poderia operar.
O protótipo materializa a arquitetura proposta e permite visualizar os fluxos, conceitos e possibilidades de interação previstos pelo modelo.
Os testes ainda não foram realizados como validação institucional. A próxima etapa é estruturar um processo de testes com participação de profissionais e órgãos competentes, mediante apoio técnico, metodológico e institucional.
Nesta fase, não são apresentados resultados de eficácia. O principal resultado atual é a construção do protótipo e a formalização de uma proposta passível de validação.
O protótipo não diagnostica, não determina juridicamente a ocorrência de crimes, não substitui profissionais, não substitui serviços públicos e não toma decisões pela mulher.
Buscar apoio institucional e financiamento para conduzir testes controlados, avaliação técnica e metodológica, análise de impacto e eventual desenvolvimento de uma versão preparada para escala.
Antes de existir como tecnologia, a proposta existiu como investigação: sobre violência de gênero, estruturas sociais, relações de poder e o papel das mulheres na sociedade brasileira.
A pesquisa que fundamenta o eViolência vem sendo construída ao longo de anos de investigação sobre violência, gênero, comunicação, tecnologia e sociedade, com produção acadêmica e livros publicados sobre temas relacionados.
Esse percurso foi ampliado durante o mestrado na Universidad Europea del Atlántico, realizado com bolsa, culminando na conclusão da pesquisa com nota 10/10 e diploma com Apostila de Haia.
A partir desse aprofundamento foi desenvolvido o Voz por Igual, projeto de dissertação que propõe o uso estratégico da inteligência artificial, da educação digital e das redes sociais na prevenção da violência de gênero, submetido à UNESCO para financiamento.
O eViolência é uma das faces práticas desse projeto: um protótipo concebido para investigar, na prática, como a tecnologia pode contribuir para compreender, orientar e prevenir situações de violência contra mulheres.

ORCID: 0009-0006-9224-7976
O protótipo não surgiu como uma ideia isolada. Ele representa a materialização tecnológica de uma trajetória de pesquisa que investiga como comunicação, educação digital, inteligência artificial e redes sociais podem contribuir para a compreensão e prevenção da violência de gênero.
A etapa atual é de prototipagem. A próxima etapa não é declarar que a solução está validada, mas construir condições para que ela seja tecnicamente, metodologicamente e institucionalmente testada.
Ver como a proposta funciona
A evolução do projeto depende da construção de uma rede capaz de reunir pesquisa, validação, tecnologia, financiamento e articulação institucional.
Produção de conhecimento e evidências.
Avaliação técnica e metodológica.
Articulação com instituições responsáveis e competentes.
Recursos para pesquisa, testes e desenvolvimento.
Aprimoramento da proposta tecnológica.
Evolução do protótipo em direção às próximas fases.
Estamos buscando instituições interessadas em participar da próxima fase do projeto. O objetivo é construir, de forma colaborativa, a validação técnica e metodológica do protótipo e avaliar sua viabilidade para uma futura aplicação piloto.
São bem-vindas manifestações de interesse relacionadas a pesquisa, validação, apoio institucional, financiamento, desenvolvimento tecnológico e construção de piloto.
Falar sobre parceriaO projeto encontra-se em fase de prototipagem e busca caminhos institucionais para a sua próxima etapa: a validação técnica e metodológica.
Interessa ao projeto, nesta fase, a participação em concursos e editais, oportunidades relacionadas ao doutorado, licitações e contratações públicas pertinentes, além de outras oportunidades institucionais compatíveis com a natureza da proposta.
Trata-se de um percurso de pesquisa: a etapa seguinte é submeter o protótipo a testes técnicos, metodológicos e institucionais, com participação de profissionais e órgãos competentes.
Não se trata de implantar uma solução pronta, mas de percorrer a etapa necessária para descobrir, testar, avaliar, corrigir e validar o modelo antes de qualquer expansão.
O protótipo existe. A pesquisa existe. A arquitetura está estruturada.
O próximo passo é colocar a proposta sob avaliação de quem possui conhecimento técnico, experiência institucional e responsabilidade pública para ajudar a determinar se — e como — ela deve avançar.